quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Memórias de um passageiro


Hm, indo pra escola, de ônibus. É Maria, os dias de perua escolar acabaram. Não que eu possa chamar aquilo de conforto. A verdade é que ir de ônibus é bem melhor. O tio Robson era legal e me amava, mas aqueles pestinhas não dava mais para aguentar.

Tem um cara na minha frente tocando violão. É difícil encontar um artista nessa cidade, onde todo mundo só preocupa com dinheiro e blábláblá.

Ao som do violão eu vou viajando pro São Luís. Algumas pessoas falam que eu sou desligada, mas na verdade eu sou muito observadora. Fico olhando pras pessoas, no jeito que elas andam, observo as placas dos carros pra ver se vão formar alguma palavra em inglês que me fará refletir. Dou uma olhada na rodinha de senhoras conversando sobre o tempo, sobre seus netos, sobre Deus, ou só sobre a novela.

Me pergunto se as pessoas vão descer no shoppping ou se vão pra fauldade. Será que todo mundo pensa assim, como eu? Sei lá, fico imaginando como vai ser a aula, como vai ser meu casamento, se algum dia eu vou ganhar uma medalha de alguma coisa, se os adolescentes do ônibus estão brigados com os pais, se o cobrador precisa de um abraço, se a moça do lado tá lendo meu texto.

Ou talvez eu eja só uma louca e os passageiros só estão ouvindo música ou lendo algo ou dormindo, eu é que penso demais. Deve ser coisa de artista. Aposto que o cara do violão também tá olhando pras placas dos carros.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Eu vivo: Entrevistando José Serra

HELLOOOO! Como vão pessoas lindas? Eu estou CHATIADÍSSIMA porque chegamos ao fim das entrevistas com os candidatos à prefeitura de São Paulo #todoschoraentraemdpressãoNO. Solamente avisando a vocês que o Jornal Metro, que é de onde eu tirei todas as entrevistas, não entrevistou todos os candidatos, já que as reportagens foram realizadas quando eles ainda eram pré-candidatos. Se esse é o primeiro post da saga política que você está lendo, veja esse post para entender melhor.

Enfim, depois de tantas lágrimas, vamos logo ver a entrevista, desta vez com José Serra, candidato do PSDB.


QUEM É JOSÉ SERRA

Idade: 70
Partido: PSDB
Nascido em: São Paulo
Família: Casado com Monica Serra, com quem teve dois filhos
Já foi: Secretário estadual de Planejamento, deputado federal e constituinte, senador, ministro por duas vezes (Planejamento e Saúde), prefeito e governador
Formação: Engenharia na Poli, da USP. Concluiu dois mestrados, um no Chile e outro nos EUA, e também o doutorado em economia (também nos EUA). Foi professor de economia na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)
História política: Na juventude, presidiu a UEE (União Estadual dos Estudantes) de São Paulo e a UNE (União Nacional dos Estudantes). Após exílio, militou ao lado de Franco Monto, Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso e com eles participou da fundação do PSDB.
Eleições já disputadas: Eleito deputado federal em 1990 (340 mil votos), e senador em 1994 (6,5 milhões de votos). Foi candidato à prefeitura de São Paulo em 1988 e 1996. Foi candidato à Presidência em 2002 e 2010. Foi eleito prefeito de São Paulo em 2004. Se tornou governador do Estado em 2006 – vencendo a eleição já no primeiro turno
Principais metas, se eleito prefeito de São Paulo: Manter projetos da atual gestão como Cidade Limpa, programa favela-bairro e as operações urbanas. Também promete modernizar o sistema de semáforos

Acha que a segunda gestão do Kassab foi boa?

Avalio como uma boa gestão. Estou agora me aprofundando em cada área e não vi nenhum retrocesso.

Quais programas do Kassab o senhor manteria?

Cidade limpa, operações urbanas, o projeto favela-bairro, que eu comecei na prefeitura e que fui parceiro dele como governador... Você vai hoje a Heliópolis, a Paraisópolis, viraram bairro. Eu fiz Etec nas duas. O Kassab fez CEUs, creches... Juntos fizemos saneamento... Você sabe que em Paraisópolis, saneamento cobria 20%... Hoje, água e esgoto é no nível de 80% a 90%. Esse é um programa importantíssimo. Outra coisa: verde, meio ambiente. Um sexto da frota de ônibus já tem combustível alternativo. Parques: havia 31 quando assumimos a prefeitura. Hoje já são 82 parques e a expectativa é chegar a cem no final do ano. O programa Córrego Limpo, que fizemos em conjunto – eu no governo do Estado, ele na prefeitura –, já despoluiu cem córregos...

Alguns candidatos defendem a descentralização de São Paulo, levando os empregos para a periferia
por meio de incentivos fiscais. O sr. acha factível?
 
Essa tese é parecida com a defesa da água encanada ou da energia elétrica. Você conhece alguém contra? O problema é saber fazer. E essa tese não é nem deles, é nossa. Você baixar o ISS, em si, não leva a nada. É preciso criar as condições para a produção se desenvolver. Se você simplesmente baixar o ISS, todo mundo vai mudar o escritório. O que é preciso é fazer obras estruturais e investimentos. Nós já cuidamos da zona leste. Muito. Na prefeitura e no Estado. A Jacu-Pêssego, ela comunica Guarulhos com o ABC. É essencial para a abertura da zona leste. Outra obra importante foi a Nova Marginal, que aliviou muito. O expresso Tiradentes, que na verdade é uma continuação do metrô. Nós já levamos para a Vila Prudente e vai chegar até a Cidade Tiradentes. Vai demorar ainda, mas é crucial.
 
Os moradores não são contra serviços, são contra os serviços que estão mal dimensionados em relação a geração de lixo, geração de trânsito, barulho... É isso o que a prefeitura não consegue fiscalizar e não consegue responder...
 
Porque tem o fator humano, mesmo sem corrupção. Aí é a chamada zeladoria. Calçada, praça, ruído, cortes de árvore. Você sabe o que mais atrasa em São Paulo? Corte de árvore.
 
E a gente sempre escuta que a culpa é da Eletropaulo...
 
A culpa é dela sem dúvida nenhuma. A AES-Eletropaulo funciona muito mal na cidade de São Paulo. A responsabilidade número 1 por faróis que encrencam durante a chuva é da Eletropaulo. O farol, quando interrompe o fornecimento de energia por um segundo, ele fica biruta. Tinha que ter um gerador alternativo. Nada de outro mundo... A Eletropaulo não faz. Ela está comandada por uma empresa norte-americana em má situação e inepta.
 
Qual é a solução?
 
A Eletropaulo é praticamente de propriedade do BNDES. Poderia incorporar gestores que tenham a ver com a cidade. A Eletropaulo minimiza investimentos porque a AES precisa de dinheiro lá fora. Então o critério deles é a empresa não quebrar e ter saúde lá fora. Isso a custa de bons serviços, inclusive os de São Paulo. Eu vou demandar a mudança do controle acionário da Eletropaulo, que está nas mãos do BNDES. O controle da gestão. Isso é essencial para a cidade. É evidente que quem tem condição executiva para cortar árvores é a Eletropaulo. O poder público para cortar é ineficiente. Demora dois anos para cortar uma árvore. A coisa tem que ser radical.
 
E o centro?
 
Tem que adensar. Você tem que fazer o máximo dentro do espaço. Na avenida Tiradentes, por exemplo, tem que fazer prédio e não pode. Essa é outra questão, que é o plano diretor e a lei e uso do solo. No Ipiranga, você tem a avenida Dom Pedro. Tem o Cambuci, Aclimação, Liberdade. Nós vamos fazer lá uma bela operação urbana. E é muito bom que o pessoal do Kassab tenha trabalhado nisso. Ele tem técnicos, projetos bons, e nós vamos aproveitar. Agora, sempre dentro do conceito que eu defendo, que cidade segura é cidade diversificada. Nova York faz isso e não tem porquê a gente não conseguir fazer. Eu acho que tem que ter prédio comercial junto com moradia, eu acho que tem que ter. Em Berlim é assim, Paris é assim, em Londres é assim, Nova York... Por que São Paulo não pode ser? Buenos Aires é assim.
 
Quais são as suas propostas para melhorar o trânsito?
 
Tenho um número aqui que eu quero dar. Dados da CET. Média anual de congestionamento na cidade. Em 2005: o pico era 77 km pela manhã e 116 km à tarde. A média da manhã aumentou de 77 km para 80 km em 2011. E a da tarde caiu para 108 km. A frota no Estado aumentou 53% – na capital deve ter sido a média, ou um pouco mais baixa que no Estado. A de motos, 150%. Enquanto São Paulo não tiver uma teia de aranha de trilhos embaixo da cidade, vamos ter o trânsito altamente insatisfatório e antieconômico. Essa é uma questão de médio e longo prazos que eu acho que vai acontecer, até pelo nível de investimento que está tendo. Metrô e CPTM nunca estiveram tão cheios. Paradoxalmente, porque só no meu governo nós aumentamos 17 km. Foram 15 estações novas, sem contar as reformas das estações da CPTM. Por que os trens estão mais cheios? Porque cada linha nova atrai mais gente. É como saúde: a demanda sempre cresce à frente. A médio prazo, estou otimista, porque você tem linha 5, linha 6, a linha 2 até Tiradentes, a linha ouro, tem várias coisas meio interurbanas, para o ABC... Um segundo ponto são os ônibus, que têm um papelchave e vão continuar tendo. A nossa ideia é esticar o monotrilho zona sul adentro. Tem o monotrilho para Cidade Tiradentes. Acho que tem que ter o monotrilho para a zona norte, que é grande o suficiente para ter uma paralela.
 
E pedágio urbano?
 
Sou contra. Sou contra porque você tem que ter um sistema de transporte bom.
 
Para ver a entrevista na íntegra ou se você mora em outra cidade e quer ler a entrevista do candidato a prefeito da sua cidade, acesse: http://publimetro.band.com.br/
 
 
Bem pessoal, essa foi a última entrevista com os candidatos à prefeito de São Paulo. But, relax, porque eu ainda trarei outras cositchas más nessa saga política. Em breve, aqui no O Estranho é Ser Normal.
 
AH, uma coisa. Eu coloquei essas entrevistas porque achei que seria uma boa maneira de vocês saberem as propostas dos candidatos, mas isso não significa que vocês não devam pesquisar sobre o passado político deles. Não vou pôr nada do tipo aqui pra não induzir o voto de ninguém, já que vivemos numa "democracia" e vocês tem direito de votar em quem bem entenderem. Só peço que pensem com carinho nas pessoas mais necessitadas. Talvez votar não faça tanta diferença na sua vida, mas na vida de quem mora na periferia como eu, muda e bastante!
 
E aí, curtiu as ideias do Serra? Já decidiu em quem você vai votar? Comentem :))
Por hoje é só. Beijoo ;*

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Eu vivo: Entrevistando Paulinho da Força

ALOHA! Ói eu aqui de nuevo, como prometido (opa, decidido). Como vocês estão personas lemdas de mi corazón? Bora ler mais um post político? Nossa saga de politicagem tá acabando já #todoschora (ou não). Conheçam agora o candidato do PDT, Paulinho da Força.


QUEM É PAULINHO DA FORÇA

Idade: 56
Partido: PDT
Nascido em: Porecatu, no Paraná
Família: Divorciado, tem três filhos
É: Deputado federal desde 2006 (2º mandato).
Já foi: Metalúrgico, presidente da Força Sindical e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
Formação: Inspetor de qualidade, formado pelo Senai.
História política: Começou no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Em 1991, aos 35 anos, assumiu o cargo de secretário-geral do sindicato. Depois, foi eleito vice-presidente e presidente da entidade. Em 1994, assumiu a presidência da Força Sindical, central que reúne 2 mil entidades sindicais.
Eleições já disputadas: Foi candidato a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes (PPS), em 2002. Em 2004, disputou a prefeitura de São Paulo, mas não passou do primeiro turno (86.549 votos). Em 2006 foi eleito deputado federal (86.549 votos). Em 2010, foi reeleito com 267.208 votos.
Principais metas, se eleito prefeito de São Paulo: Melhorar a saúde, o transporte público, levar os empregos para a periferia e baixar o ISS de 5% para 2% para as empresas que se instalarem nas regiões periféricas.
 
O sr. acha que a gestão dele [Kassab] foi boa?
 
Olha, ele se deu nota 10, mas não foi uma administração.
 
Que nota daria para ele?
 
Uns quatro.
 
Onde ele errou?
 
O principal erro do Kassab foi ter posto coronéis nas subprefeituras. Pegou mal. Isso afastou as pessoas da subprefeitura.
 
O que o sr. achou da aliança entre o PT e o Maluf?
 
Achei estranho. É aquela história de vale tudo. Parece que o tempo de televisão vale mais do que o passado. Eu jamais faria aliança com o Maluf.
 
Quais são as suas principais propostas?
 
Eu vou trabalhar com três princípios básicos. Primeiro, descentralizar a administração. Hoje você tem uma cidade com 11,3 milhões de habitantes, maior que Portugal. São 350 mil habitantes para cada subprefeitura. Esses órgãos não tem capital nenhum para fazer mudanças efetivas. Portanto, em um primeiro lugar, vou descentralizar a administração para valer. Para fazer isso vou eleger um conselho de representantes para ajudar e fiscalizar esse subprefeito. E, em um prazo de um ano, farei as eleições diretas de subprefeito na cidade.
 
Reduziria o IPTU e o ISS?
 
Temos duas cobranças importantes na cidade: ISS e IPTU. O que a lei me permite é manter os 5%, no centro, e baixar para 2% nas periferias.
 
Como melhorar o trânsito?
 
Levando o emprego para mais perto das pessoas. Na arrecadação da cidade, no ano passado, multas ficaram em quarto lugar. A cada 3 segundos, alguém é multado. A ideia é punir, não melhorar o fluxo. Precisa mudar o limite de velocidade. O sistema do radar é muito inteligente, o dos semáforos, não. Falta melhorar esses sistemas de trânsito. Vou colocar um sistema de farol inteligente e acabar com essa indústria da multa. Os marronzinhos precisam ser treinados para orientar, não multar.
 
O que o senhor acha do pedágio urbano?
 
Nem pensar. Se eu perder a eleição e colocarem isso em São Paulo vai ser guerra. Não aceito. É parecido com Império Romano, só quem é amigo do rei passa.
 
E o rodízio?
 
Seria mantido. Mas acho que poderia acabar um dia. Minha proposta é levar o emprego para as periferias. Com essa medida, muitos carros já deixam de circular na cidade.
 
O que faria com a CET?
 
A CET precisa ser treinada novamente. Precisa orientar e fazer com o que trânsito ande. Ela precisa parar de só multar. Multa, só em último caso.
 
O que mais faria?
 
Investiria em corredores de ônibus – nas marginais também. A solução seria o metrô, mas é muito caro. Levar os empregos para perto da casa das pessoas já resolveria esse problema.
 
E o subsídio do ônibus? O senhor cortaria?
 
É algo que precisa ser pensado. O subsídio hoje é feito para segurar a passagem nos R$ 3. Eu investiria em ciclovias, mas nos bairros. Hoje, do jeito que está, é convite para pessoas morrerem no trânsito.
 
O que o senhor faria na área da segurança?
 
Segurança eu acho que a prefeitura pode fazer pouco. Acho que é iluminar mais as ruas da cidade, fazer uma parceria com o governador para aumentar o número de GCMs (guardas civis metropolitanos) e focar mais na segurança das escolas. Também faria uma parceria para colocar câmeras de vigilância nas ruas. Tudo precisa ser feito em parceria  com a Polícia Militar. As imagens teriam que ser levadas para uma guarita da PM, para poder monitorar as ruas da região.
 
E na saúde?
 
É o principal problema de São Paulo. Eu integraria todo o sistema de saúde. Está uma bagunça atualmente. Dobraria as equipes do programa Saúde da Família. Aliás, os recursos vêm do governo federal, então é possível aumentar as equipes. Com esse aumento atenderia em casa as pessoas que não possuem plano de saúde na cidade. Seriam mil  famílias por equipe. Precisamos incluir médicos nas equipes, mas há falta de profissionais. Integraria essas equipes com as UBS (Unidades Básicas de Saúde). Na UBS é preciso ter médico.
 
E hospitais?
 
Não construiria nenhum. Faria uma parceria com o setor privado e contrataria 3 mil leitos do setor privado. Tem até uma conta já. Seriam R$ 900 milhões por ano. Com esses leitos teremos 5,7 mil leitos. É mais dignidade para as pessoas. Outra coisa: São Paulo tem mais de 1,3 milhão de pessoas acima dos 60 anos com problemas de acessibilidade. Em primeiro lugar, passaria a responsabilidade dos cuidados das calçadas para a prefeitura.
 
Para ver a entrevista na íntegra ou se você mora em outra cidade e quer ler a entrevista do candidato a prefeito da sua cidade, acesse: http://publimetro.band.com.br/

Fonte: http://publimetro.band.com.br/
 
Curtiram as propostas dele? Comentem :-)
 
Por hoje é só. Beijoo ;* 

domingo, 9 de setembro de 2012

Eu vivo: Entrevistando Soninha Francine.

Olá pessoal! Eu disse que voltaria, não disse? Estou com muitas ideias fervilhando na minha cabeça pro blog. Espero que vocês curtam.

MÃÃÃS, por enquanto, fiquemos aqui apenas com mais uma entrevista da nossa série política. Conheçam a Soninha Francine, candidata do PPS.



QUEM É SONINHA FRANCINE

Idade: 44
Partido: PPS
Nascido em: São Paulo
Família: divorciada, tem três filhos
É: jornalista
Já foi: vereadora, subprefeita, superintendente da Sutaco, apresentadora de TV, radialista, professora e atriz
Formação: cinema na ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo).
História política: eleita vereadora pelo PT em 2004, deixou a legenda em 2007 rumo ao PPS. Pela legenda, disputou a Prefeitura de São Paulo. Em 2009, assumiu o posto de subprefeita da Lapa. Deixou o cargo em 2010 para atuar na campanha de José Serra (PSDB) à presidência.
Eleições já disputadas: para vereadora, deputada federal e prefeita.
Principais metas, se eleita prefeita de São Paulo: garantir oferta de moradia no centro; desenvolvimento e urbanização da periferia; melhorar a informação sobre o transporte público e reorganizar os corredores de ônibus; adotar um modelo mutirão de consultas e exames médicos; criar postos avançados das subprefeituras nos 96 subdistritos; incentivar o uso da tecnologia para aprimorar o atendimento à população.
 
Como foi a sua experiência na subprefeitura da Lapa?
 
Foi um pesadelo.
 
Por quê?
 
Porque você acaba tendo de responder por todas as coisas do mundo, mas tem pouco poder para resolver qualquer pendência que aparece. No fim, o subprefeito responde por tudo, mas não decide quase nada na sua região.
 
Eleita, como mudaria isso?
 
Daria mais atribuições para as subprefeituras. Mais poder de decisão aos subprefeitos.
 
Como resolver o déficit de vagas nas creches?
 
Eu não tenho certeza, mas acho que a atual gestão foi a que mais criou vagas em creches. É um assunto delicado, porque onde mais se precisa de creches, mais complicado é o caminho para abrir uma unidade. A falta de terrenos é o grande problema na cidade. É preciso reorganizar a ocupação do solo, como ocorre nos bairros de Paraisópolis e de Heliópolis.
 
Adotaria o pedágio urbano na cidade?
 
Sim, mas não depende só do prefeito. Faria um projeto e enviaria para a Câmara. No começo, o pedágio urbano não é popular. Depois, os resultados geram apoio por parte da população. Isso ocorreu em todas as cidades que adotaram o modelo. É preciso tentar.
 
E qual seria a contrapartida?
 
Todo o dinheiro arrecadado com o pedágio será investido em transporte público. A minha prioridade absoluta é o sistema de ônibus. Ele pode funcionar melhor, sem a necessidade de grande obras viárias. Usando os recursos com planejamento.
 
Como trazer o motorista para dentro do ônibus?
 
Em primeiro lugar, é continuara implantação dos corredores de ônibus. Mas não significa apenas fazer mais corredores, mas operar o modelo de forma eficiente. Se o corredor for simplesmente uma faixa exclusiva não muda nada.
 
Irá investir no metrô?
 
A prioridade da prefeitura é o ônibus. O metrô é caro e demorado. Além disso, uma vez feita a linha é impossível mudar esse traçado. O corredor não. Você pode adaptá-lo à região. Veja o caso da Berrini, o corredor foi moldado para ela.
 
E como facilitar as viagens de ônibus na cidade?
 
Operando de forma inteligente. O Bilhete Único é para isso. Uma linha-tronco faz a ligação com o metrô ou com um terminal de ônibus. Você reduz o tempo das viagens com a integração entre os sistemas.
 
Qual será sua política para o uso das bicicletas na cidade?
 
A bicicleta deve ser um meio de transporte integrado aos demais. É preciso ser realista com o incentivo à bicicleta. Temos que analisar a dimensão da cidade. Nem todo mundo têm um preparo físico para sair de bicicleta por São Paulo. Pode ser uma alternativa para percursos mais curtos, integrados com o metrô.
 
Qual é a sua avaliação sobre a a CET?
 
Trágica. Eles estão com um efetivo muito pequeno, precisam de mais agentes. Estão sobrecarregados, vivem situações muito desgastantes. É preciso investir em tecnologia, estrutura e pessoal. Sem isso, a CET não funcionará de forma eficiente no controle do tráfego e na fiscalização. Ela deve ser uma prioridade na cidade.
 
O que você acha da ação da PM na Cracolândia?
 
Houve uma falta de sintonia. Ficou uma imagem de desencontro nas medidas praticadas. Era preciso colocar três ações em prática na cracolândia: a abordagem, que é papel dos assistentes sociais, o encaminhamento para o tratamento, a prefeitura e o Estado ofertando clínicas e centros de atendimento e, o mais importante deles, a oferta de oportunidades de recomeço. O atendido passa pelas duas primeiras, mas o que ele fará depois? É preciso oferecer uma oportunidade, um primeiro emprego.
 
Que nota você dá para a administração do prefeito Gilberto Kassab?
 
Depende da área. Vai de quatro a sete. Ele foi bem quando deu continuidade aos projetos do Serra, mas se perdeu quando colocou suas metas em prática.
 
Para ver a entrevista na íntegra ou se você mora em outra cidade e quer ler a entrevista do candidato a prefeito da sua cidade, acesse: http://publimetro.band.com.br/

 
Então, o que acharam dela? Comentem :-)
 
Por hoje é só. Beijoo ;*

Eu vivo: Entrevistando Celso Russomano

XESUISSS! Tem alguém vivo aí? Aloha? Somebody? Xenti, quanto tempo eu passei sem postar absolutely nothing? Yo no sé. Isso mostra o quanto eu sou responsável, não é mesmo?

Whatever, dessa vez, não é culpa do São Luís (vamos deixar o santo em paz que ele já tem os seus pecados a pagar por ter me tirado da rede tantas vezes). A desculpa dessa vez é... tchan tchan tchaaaan... ME! Exato, euzinha aqui passei a ter uma palavra melhor amiga: PROTELAR. Nem sabia da existência dessa palavra, a Fabi lemda que me ensinou. O lance é que eu não estou tendo TANTAS responsabilidades assim, mas mesmo assim, não tô conseguindo fazer tudo por causa da maledeta preguiça.

Não vou agir igual política corrupta, só prometendo pra não fazer nada depois. O lance é se decidir. E eu decidi priorizar o importante de verdade e parar de achar que a bosta do facebook faz bem pra pele.

Whatever, cêis entenderam né? Há 2 meses atrás, comecei uma série de posts falando das principais propostas dos candidatos a prefeitura da minha cidadezinha linda. E apesar de faltar 1 mês pra nós votarmos, não vou parar no meio como já fiz com tantas outras coisas. E é por isso que apresento a vocês as propostas do candidato do PRB, Celso Russomano.



QUEM É CELSO RUSSOMANO

Idade: 55 anos.
Partido: PRB.
Nascido em: São Paulo.
Família: Casado.
É: Jornalista e presidente do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor.
Já foi: Deputado federal por 4 vezes.
Formação: Jornalista e advogado.
História política: Autor e relator de vários projetos de leis que alteram o Código de Defesa do Consumidor e a Legislação correlata. Membro da Comissão do Código Brasileiro de Trânsito, do Novo Código Civil, do Estatuto do Idoso, relator do Estatuto do Torcedor, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, da lei que institui Assinatura Digital, entre dezenas de outras. Começou a carreira política no PFL, em 1985. Em 94, filiou-se ao PSDB, onde ficou por quatro anos. Em 1997, trocou o partido tucano pelo PPB e depois pelo PP, sigla pela qual concorreu ao governo do Estado. No ano passado, migrou para o atual partido, o PRB.
Eleições já disputadas: Deputado Federal e governo de São Paulo (ficou em terceiro lugar).
Principais metas, se eleito prefeito de São Paulo: Oferecer um serviço público de qualidade a população de São Paulo.

O senhor acha que o Maluf tira voto do PT?

Ele tira voto de qualquer pessoa.

Mas durante muito tempo o sr. defendeu o Maluf...

Ele era do meu partido. Como em um debate político, o cara sendo do seu partido, você vai falar mal dele? Você tem que defender o seu partido. Mas sobre a questão dos processos contra esse senhor, eu sempre deixei claro que a Justiça é quem precisa resolver.

O sr. ficou famoso na área de defesa do consumidor. Se eleito, o cidadão paulistano vai ter um canal para cobrar da prefeitura?

Com toda certeza. Eu saí do PSDB porque transformaram o Procon em uma fundação. Se você tem um órgão administrativo que não pode multar e que não vai tomar providência nenhuma, é melhor procurar o juizado de pequenas causas para tentar resolver o seu problema. Vou criar um Procon municipal que vai fiscalizar os serviços públicos. O problema é tapar o sol com a peneira nas falhas da cidade e não resolver. O segundo mecanismo que quero usar é um sistema de Ouvidoria no gabinete do prefeito. Quero uma Ouvidoria do lado da minha sala, com uma equipe atendendo as denúncias e reclamações.

O sr. vai fazer uma faxina na prefeitura?

Sim. Faltou o prefeito Kassab ir atrás do Ministério Público para averiguar as denúncias de corrupção na prefeitura. Ele tem um ótimo corregedor – que é um bom promotor –, mas eu não sei até que ponto houve transparência na gestão dele. Para mim, a gestão precisa ser totalmente transparente para dar certo.

Qual seria seu modelo de subprefeitura?

Subprefeito precisa morar no bairro por pelo menos dez anos. Ser um técnico competente, trabalhar de “porta aberta”. Pode ser indicado pelas associações de bairro e entidades civis. Vou estipular orçamentos e apetar a fiscalização.

O que o sr. acha da alternativa do Kassab de restrições a caminhões?

Eu acho que você tem que resolver o problema do sistema viário, e não tapar o sol com a peneira. Como resolver o problema da mobilidade urbana se todo mundo converge das periferias para o centro? É invertendo isso. É gerando emprego nas periferias, baixando o ISS para quem se instalar nessas áreas. Dessa forma conseguimos diminuir a mobilidade. Eu quero gerar emprego, quero gerar economia para a cidade.

E o rodízio?

São Paulo precisa desse sistema. Temos o problema ambiental e o problema do tráfego intenso de veículos. Não quero aumentar, mas precisamos continuar com o sistema. Infelizmente, o rodízio só prejudica quem não tem dinheiro. Aqueles que tem vários veículos nada sofrem. Para melhorar a mobilidade, é necessário, em primeiro lugar, aumentar o número da frota de ônibus. E com qualidade. Hoje, 60% da frota é montada em cima de chassis de caminhão. O barulho do motor é insuportável e a suspensão prejudica a coluna. Só com o transporte de qualidade as pessoas deixam o carro em casa.

Fará uma administração voltada para os mais pobres?

Eu vou fazer uma administração voltada para a justiça social. Temos um problema muito sério com os programas de inclusão. Os jovens da periferia que não têm internet sofrem para conseguir emprego. Meu projeto é trazer uma rede wireless com um provedor da prefeitura, custa pouco. Podemos dar internet gratuitamente. Precisamos dar oportunidade para esses jovens não irem para o crime.

Quais são os projetos para a educação?
Atualmente, 123 mil alunos estão fora das creches. Minha ideia é horizontalizar as creches, aumentar a capacidade das escolas.

Que nota daria para o governo Kassab?
Na primeira administração ele foi bem, mas na segunda ele esqueceu a gestão para cuidar da formação do partido [o PSD].

Para ver a entrevista na íntegra ou se você mora em outra cidade e quer ler a entrevista do candidato a prefeito da sua cidade, acesse: http://publimetro.band.com.br/


E aí galerê? O que acharam do cara? Comentem :-)

Me perdoem mais uma vez pela minha falta de responsabilidade. Não tenho retribuído as mais de 4 mil visualizações que o blog recebeu. Sorry :(

Enfim, por hoje é só. Beijoo