domingo, 16 de fevereiro de 2014

"Sou diferente, você pode ver que eu sou diferente."

Boa noite gente linda! Todos bem? Acho que vou começar a escrever no blog só aos domingos mesmo, já que a semana está bem corrida. Então acostumem-se com os posts semanais a partir de agora. Talvez a coisa fique mais organizada assim :)

Hoje vim falar de um livro que eu li faz décadas e a resenha era pra ter saído há décadas também: O Lado Bom da Vida. Eu comprei minha mãe comprou na época porque estava SUPER barato (sério, acho que estava custando uns 20 reais, perto do que esses livros estão custando hoje em dia...).


Ele conta a história de Pat Solitano, um cara que acabou de sair de uma clínica psiquiátrica. Ele estava separado de Nikki (conforme você vai lendo, você descobre o porquê dessa separação e o porquê dele estar nessa clínica). Acontece que Pat acha que AINDA está casado com Nick. Ele faz de tudo pra consertar aquilo que ela não gostava nele pra que os dois pudessem se encontrar de novo: volta a malhar (ele era professor de educação física), lê mais e tenta ser educado com todo mundo.

Então ele conhece Tiffany, que é irmã da esposa de seu amigo. Ela também está passando por tratamento psiquiátrico. Ela faz um trato com Pat: se ele a ajudasse a vencer um concurso de dança, ela o ajudaria a voltar a falar com Nikki, coisa que ninguém queria que ele fizesse por um motivo que ele não sabia. Eles acabam descobrindo que existe algo a mais entre eles do que remédios pra controlar o stress.


Que livro fantástico! Eu gostei muito dele, mesmo! O modo como Matthew Quick trata o problema de Pat é tão sensível, tão puro... De verdade, eu fiquei com vontade de ter um amigo como Pat. A maneira como ele sempre busca ver o lado positivo das coisas, mesmo vendo que a situação não é nada boa é linda. Ele vê o mundo como uma criança, que sempre vê tudo de forma muito mais simples do que os adultos. O amor que ele sente pela Nikki, por seu irmão, seus pais, à ponto de mudar totalmente a sua postura é linda. Amei!



Foi feito um filme baseado no livro, dirigido por David O. Russel. Foi indicado a 25 premiações (!!!) e 9 categorias do Oscar, no qual ganhou o prêmio de melhor atriz (o primeiro da Jennifer Lawrence!). Apesar de alterar um pouco a história, o filme é bom. Só achei que Bradley Cooper não incorporou muito bem o personagem, o Pat dele estava normal demais :/


Se as nuvens estão bloqueando o sol, sempre tento ver aquela luz por trás delas, o lado bom das coisas, e lembro de continuar tentando.

Já leram? Quem gostou? Comentem  :-)

Por hoje é só. Beijoo ;*

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Sau-da-de: s.f. 1. (...)


Saudade. Acho que a gente só descobre de verdade o que é quando sente. Parece óbvio, mas não é.

Até você sentir de verdade, você acha que saudade é o que acontece quando você fica longe, quando você não vê, quando você não toca, não abraça, etc etc.

Nananinanão.

Saudade é muito mais do que isso. Isso aí é  que você sente quando fica muito tempo sem comer chocolate, isso sim.

Saudade não é aquela coisa bonitinha e poética que você lê nos textos por aí. Não é uma espera que você sabe que vale a pena. Não é gostoso de sentir.

Saudade dói. Dói muito. Dói na alma, na mente e no físico. Faz parecer que alguém arrancou literalmente um pedaço do seu coração. Você não sabe quando passa. Você não sabe se passa. Você não sabe é de mais nada.

Você não quer mais só a presença, só o toque, só o abraço. Você quer a voz. Você quer o silêncio. Você quer o olhar. Você quer as risadas. Você quer as conversas. Ai, as conversas, como essas fazem falta!

Saudade é uma palavra que só existe no nosso idioma, na belíssima língua portuguesa. Nós nos orgulhamos tanto disso, sentimos um apreço tão grande por essas sete letrinhas. Mal sabemos que sortudos são os gringos que não precisam sentir a dor de uma saudade, sentem apenas falta.

Saudade. Será que você já sentiu?

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Felicidade é só questão de ser!

Buenas amigos! Como estão? Eu tô ótima, muito animada pra esse ano, com altas expectativas. É incrível como uma oração pode mudar tudo e tirar todo peso de cima de você, Deus é lindjooo sz

Hoje vim falar pra vocês sobre um cantor pelo qual estou perdidamente apaixonada: Marcelo Jeneci.


Até uns tempos atrás, eu não era tããããão fã assim da música brasileira. A verdade é que eu conhecia muito pouco, não só da música, mas do cinema e afins. Foi só começar a ouvir a rádio Brasil FM por um tempinho que minha ideia mudou totalmente. Conheci muitos cantores e músicas ótimas que entraram pros meus favoritos. Hoje eu já não consigo ouvir alguma playlist sem ter um som brasileiro no meio.

Nessas descobertas, acabei conhecendo esse paulista de 31 anos, filho de mãe também paulista e pai pernambucano. Marcelo Jeneci aprendeu a tocar diversos instrumentos musicais com o pai e ingressou no mundo da música compondo para Vanessa da Mata, Zé Miguel Wisnik, Paulo Neves, Luiz Tatit, Arnaldo Antunes e Zélia Duncan. Sentiu o peso das letras né?

Ao lado da doce voz doce de Laura Lavieri, também paulista e com 23 anos nas costas, gravou seus dois primeiros discos, Feito pra Acabar e De Graça, este último lançado no finzinho do ano passado.


De cara eu amei a sincronia desses dois. As vozes deles foram feitas pra cantarem juntinhas. O que eu mais valorizo em uma música é a letra. Mano, que letras lindas! As músicas do Marcelo as intimidade falam sobre alegria, sobre superação, sobre as estações da vida, sobre "esperar a chuva passar". A primeira música que eu ouvi foi Felicidade, mas no momento estou em dúvida qual é a minha favorita. De Graça é um CD I-N-C-R-Í-V-E-L!!!

É tão incrível que eu coloquei o trecho de uma das músicas no perfil do blog ali do lado, é da Melhor da Vida.

Já que eu não consigo decidir qual delas e a melhor, fiquem com o CD inteiro. Desfrutem!



Já conheciam essa belezura? Já estão apaixonados? Comentem :-)

Por hoje é só. Beijoo ;*

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Luzes, Câmera, Fazendo Meu Filme!

Hello galerinha! Todos bem? Pelo visto a promessa tá seguindo firme e forte. Vamos esperar pelo resto do ano rs.

Hoje vim falar sobre uma série de livros que fez grande sucesso: Fazendo Meu Filme. Os meus livros favoritos são sempre os clássicos da literatura brasileira e portuguesa. Conheço muito pouco dos autores brasileiros da atualidade. Na verdade, o único nome que vem na minha cabeça é o do Paulo Coelho, de quem não sou muito fã.


Eis que de repente vejo uma enxurrada de blogueiras falando sobre uma tal de Paula Pimenta que fez uma série infanto-juvenil. Resolvi dar uma chance a ela, mas com os dois pés atrás por motivos de:

1 - Era uma autora brasileira da qual nunca tinha ouvido falar.
2 - Era uma série infanto-juvenil (e brasileira).
3 - A capa do primeiro livro era rosa (não, eu NÃO GOSTO de rosa!).

Meu primeiro pensamento foi: é uma Meg Cabot ou algo do tipo. Só posso dizer que quebrei a cara (muito e graças à Deus!) e me apaixonei pelos livros e pela Paula.


A série, composta por 4 livros, conta a história de Fani, uma menina mineira que está no Ensino Médio. Ela tem vários amigos, ente eles o Leo, que é o mais chegado de todos e na verdade está apaixonado por ela, mas ela não sabe lerda. Fani tem o sonho de se tornar diretora de cinema e tem uma coleção de DVDs. E a história vai sendo contada em cima disso, momentos típicos na vida de uma adolescente: começos e términos de namoro, a chegada da faculdade, intercâmbio, relacionamentos complicados com a família, etc.

Ok, ok, parece ser só mais um livro da Meg Cabot. Mas vou dizer porque essa série merece ser lida. Primeiro, a história é brasileira, mais especificamente mineira. Mas Maria, você não queria ler justamente porque era brasileira? Sim. O que me irrita nesse tipo de livro quando ele é brasileiro é que eles tentam imitar os americanos: as escolas têm armários, os alunos não usam uniforme, os adolescentes fazem programas tipicamente americanos, etc. Poxa, a gente mora no Brasil! E a Paula fez isso: trouxe os dramas de adolescente americano pro nosso dia a dia verde e amarelo.


E o mais legal de tudo: a paixão da Fani por filmes. No começo de cada capítulo, há um trecho dos filmes que ela tem e que vai assistindo/comprando no passar da história. E o trecho sempre tem a ver com o que vai acontecer. Outra coisa muito dahora são os CDs que o Leo faz. Ele faz mixagem de músicas pra entregar pra pessoas especiais e são sempre músicas muito boas. Isso até me inspirou pra eu fazer o presente do amigo secreto que nós fizemos na aula de Ensino Religioso no ano passado *-*

A Paula Pimenta está escrevendo outra série que conta a história da Priscila, uma das amigas da Fani que é viciada em séries, chamada Minha vida fora de série e já está na 2ª temporada (sim, temporada).


A verdade é que eu amei muito esses livros. Além de ter me apaixonado pela história da Fani e do Leo, eu conheci muitos filmes e músicas bem legais. Também revivi momentos da escola e fiquei pensando em como seria essa fase de me tornar adulta. Recomendo muitíssimo, você sendo adolescente ou não, menina ou não. Não tem como não gostar!

E aí, vocês já leram Fazendo meu Filme? O que acharam? Comentem :-)

Por hoje é só. Beijoo ;*

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Sou muito nova pra saber fazer poesia. Mas sei fazer arte.


Onde estão os nosso artistas?
Os seus artistas
Os meus artistas
Os artistas

Nos teatros?
Nas galerias de arte?
Na TV?
No cinema?
Na sua imaginação.

Onde está a arte?
Nas galerias ou nos muros das ruas?
Nas galerias.
Não, nos muros.
Não, nos dois.
Não, nos desenhos que eu faço no saco de pão.

Onde estão os artistas?
Nas escolas, aprisionados?
As escolas são prisões?
As escolas são prisões.
As escolas são prisões!
As escolas não deveriam ser prisões.

Os artistas?
Na sua imaginação.
A arte?
Na sua imaginação.

Basta tirá-la das suas próprias prisões.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Um filme sobre amor, música e Michael Cera

E aí galeros! Todos bem? Promessa é dívida. Eu disse que o blog voltaria a ativa e cá estou eu, trazendo post fresquinho procês.

Antes de mais nada, gostaria de agradecer a minha snif EX snif professora de redação Jussane por me fazer descobrir o quanto eu amo o cinema. Sempre fiz o tipo "livros são mais legais e interessantes". Eu não conseguia ver os filmes como uma arte, apenas um entretenimento. Mas eu, graças a Deus estava redondamente enganada. Cinema é arte pura, puríssima. Foi muito legal ter percebido isso, já que eu quero ser jornalista.

Todo mundo sempre me pergunta "mas sobre o que você você quer escrever?". E eu sempre respondo, "qualquer coisa que não tenha a ver com economia". Porém, descobri que no fim das contas eu gosto mesmo é de falar sobre cultura. Não entendam aqui cultura como "algo superior", mas sim música, livros, cinema, enfim, arte em geral. Essa é a minha paixão.


Mas voltando ao filme. Eu nem falei o nome ainda, né? Pois então, lá estava eu passando os canais aleatoriamente na TV e encontrei uma relíquia: Nick and Norah's The Infinite Playlist (ou Uma Noite de Amor e Música TRADUÇÕES BRASILEIRAS FAIL TOTAL). Mais um filme perfeito, com uma trilha sonora perfeita, com atores perfeitos.

O filme foi escrito por Lorene Scafaria e dirigido por Peter Sollet. Nick (Michael Cera *-*) é um cara nerdzinho bonitinho que toca numa banda na qual só ele é hetero e que não tem baterista. Ele ainda é apaixonado pela ex Tris (Alexa Dziena) e para mostrar isso (ou mostrar que não gosta mais dela, sei lá) ele grava CDs. Obviamente, ela os ignora totalmente. Mas Norah (Kat Dennigs *-*) sempre pega os mixes por achar que são incríveis.


A banda de Nick faz um show e Norah, sua amiga Caroline e Tris vão. Após o show, todos vão procurar o lugar onde a banda Where's Fluffy se apresentaria naquela noite, já que o local era surpresa. Pra provar a Tris que ela não estava sozinha, Norah pede a Nick, sem saber que ele era o "Nick da Tris", que ele fosse seu namorado por 5 minutos. A coisa funciona. Então Norah leva Caroline para casa de carona no carro de Nick já que ela estava completamente bêbada. Mas ela acaba se perdendo na cidade e aí começa a aventura de Nick, sua banda e Norah a procura de Caroline e do show de Where's Fluffy.


Eu já amei o filme de cara por ver que os atores principais eram o Michael Cera e a Kat Dennigs (a Max do 2 Broke Girls). É um típico filme adolescente americano. Acho que o diferencia dos outros é a atuação do Michael Cera, que é diferente de qualquer outro herói de filmes de amorzinho (aquele sorriso de canto de boca, ai meu Deus, meu coração até pula *-*). A história não fica naquele clichê o cara larga a menina bonita e burra pra ficar com a inteligente porém rebelde. A Tris pode até seguir o esteriótipo, mas a Norah não é assim, ela é meio que "pura" e certinha, nada rebelde. O que existe entre eles é maior do que isso, é musicalidade, é sincronia.

Tá aqui o trailer PERFEITO:

A trilha sonora não é um Juno, mas é boa também. Naquele estilo hipster que eu gosto tanto. Essa foi a minha música predileta:

Falando em Juno, quem já assistiu vai curtir esse também. Ele não trata de um assunto tão sério como a gravidez na adolescência, mas toca na alma mesmo assim. Tirando umas partes BEM nojentas :S


E como a maioria dos filmes que entram na minha lista de favoritos, esse também foi baseado em um livro, homônimo e escrito por Rachel Cohn e David Levithan.


Quem já assistiu, gostou? Comentem :-)

Por hoje é só. Beijoo ;*