quarta-feira, 2 de setembro de 2015

"O problema não é crescer, é esquecer."


Não me lembro quantos anos eu tinha quando li O Pequeno Príncipe pela primeira vez, só sei que eu já não era mais uma criança. Esse livro me ensinou a parar de me desesperar procurando lógica em tudo, já que as coisas mais importantes da vida não têm lógica nenhuma. Posso dizer que o filme homônimo, dirigido por Mark Osborne (o mesmo de Kung Fu Panda, o que não fez muita diferença pra mim porque nunca assisti esse rs), me lembrou dessa lição num momento bem oportuno.

O filme conta a história de uma menina (ficamos sem saber o nome dela) que é criada pra ser uma adulta ~perfeita~. Pra ser aceita na melhor escola da região, sua mãe cria um cronograma todo esquematizado pra que a criança estude tudo que é necessário em suas férias de verão. Daria tudo certo se o seu novo vizinho não fosse um aviador maluco, mais precisamente o aviador que conhecemos da história do Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry.

O aviador começa a entregar pra menina desenhos com a história do Pequeno Príncipe. Ela resiste no início, mas acaba se rendendo aos encantos e a curiosidade de saber o que acontecia com o príncipe. Eles se tornam melhores amigos e passam o verão inteiro juntos. Ao mesmo tempo que vemos a história dela correndo em 3D, também temos intercalando a história do livro em stop-motion. Ao perceber que corre o risco de perder o novo amigo, a menininha vai atrás do Pequeno Príncipe e no fim das contas tem que lembrá-lo da lição que ele mesmo a ensinou.


Quando contei aos meus amigos que assisti esse filme, praticamente todos ficaram com aquele medinho de estragarem um grande clássico que fez parte da infância deles. E quando eu falo que o filme não conta a história do livro, eles se frustram. Então já peço pra você não desistir do longa.

O Pequeno Príncipe realmente não nos conta novamente a mesma história de Antoine de Saint-Exupéry, mas nos lembra da sua essência. Ao usar outra história, Mark Osborne nos mostra com uma animação muito bem feita e apegada a detalhes que o essencial é invisível aos olhos. A grande mensagem do filme é o que o aviador diz: O problema não é crescer. O problema é esquecer.

Estou passando por aquela fase de reta final antes das zilhares de provas do fim do ano. Mesmo estando bem mais confiante (e melhor emocionalmente) que no ano passado, ainda rola aquela tensão que só Jesus na causa de dar tudo errado de novo, além de eu estar bem cansada por causa do trabalho. Aí já viu, vem um monte de preocupações e pensamentos negativos pra soprar aquela vozinha desanimadora: não vai dar certo!

 

O Pequeno Príncipe me fez lembrar que não importa o quanto o mundo cobre de você, se você acredita que seu desenho é uma cobra que engoliu o elefante, então é isso e pronto. Se pra você existe uma rosa que é mais especial que as outras, ainda que sejam todas iguais, ela será especial porque é a sua rosa. E o que mais me prendeu: o homem pode comprar tudo o que quiser com seu maldito dinheiro (com o objetivo de sabe-se lá Deus o que), mas as estrelas... Estrelas não podem ser compradas. Você não pode tirar o brilho delas.

A gente corre o risco de chorar um pouco quando algo nos cativa, né Raposa? Bem, adivinha quem chorou horrores na sala de cinema?

Se liga no trailer (e na trilha sonora!):

 
"Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
O Pequeno Príncipe definitivamente me cativou. Obrigada por me lembrar que o essencial é invisível aos olhos

sábado, 22 de agosto de 2015

O que vocês fizeram com meu time?

Vergonha do presidente, vergonha dos jogadores, mas vergonha maior ainda de vocês
Costumo dizer que sou são-paulina desde que era um feto, afinal meus pais se conheceram no Morumbi, já era de se esperar. Sempre amei futebol, sempre fui ao estádio, sempre zuei corinthiano e vou continuar zuando e sempre me interessei por esse esporte que tanto encanta. Resumindo: tricolor desde pequenininha (menor ainda que hoje em dia).

Faz um tempo que não vejo aquele time arrebatador que fazia os outros tremerem em campo. Aliás, faz BASTANTE tempo. Desde o nosso último título importante, em 2008 pra ser mais exata. Até tentamos enganar um pouco com aquele título furreco da Sul-Americana com o Lucas (quando ele volta, hein gente?) brilhando no Morumbi.

O São Paulo que eu cresci vendo era um time brilhante. Um time que tinha uma zaga que não deixava bola passar, com laterais DE VERDADE, volantes que ssásinhora, que volantes amigo, que volantes, e atacantes que sabiam fazer gol (tipo, né?). Esse São Paulo tinha uma diretoria conhecida pela sua retidão. Não digo que ninguém ali participava dos esquemas de corrupção, mas ficava claro o relacionamento nada amigável que ela tinha com a CBF (que sabemos que é corrupção pura), muito diferente de vários outros clubes por aí. Esse mesmo clube tinha uma equipe médica excelente, tanto que era raro você ouvir nos jornais que algum jogador importante estava com lesão séria.

E hoje, Maria? Bem, hoje eu vejo um time como outro qualquer. Vejo um amontoado de projetos de jogadores nem um pouco comprometidos com o clube e nem com a torcida. Claro, temos algumas exceções. Vejo também um presidente birrento que está mais preocupado em ferrar com a vida do vizinho de CT na Barra Funda (vulgarmente conhecido como Palmares) e obviamente não está conseguindo. Na boa, seu Aidar, Wesley? WESLEY? Até os verdinhos te agradeceram pelo jogador ~prodígio~ ter ido embora. Sem falar na lambança que o senhor fez com nosso dinheiro (ou a falta dele).

E além de tudo, ainda tem essa torcida organizada RIDÍCULA. Sim, ridícula. Eu queria entender porque o seu nome é Independente. Deveria ser porque você, como torcida organizada, independente de problemas, independente de jogadores fuleros, independente de presidentes alcoólatras a cheios de mimimi, independente de qualquer coisa deveria apoiar o seu time. Deveriam ir ao estádio pra cantar o Hino, não pra vaiar e xingar jogador.

Muita gente procura o porquê do SPFC estar assim como é hoje. E eu digo que não tem tanto a ver com esses motivos aí em cima. Na verdade, não são motivos. São consequências do real e único problema do clube: o São Paulo parou no tempo. Os jogadores, o presidente, a diretoria, a torcida... Todos nós, são paulinos, paramos no tempo. Sabe por quê? Por que sempre que ligamos a TV pra ver as notícias do clube, sempre que vamos ao Morumbi, sempre que entramos em sites pra ler as crônicas dos jogos, esperamos ver aquele time que eu citei no 3º parágrafo. Um time brilhante, com 3 Libertadores, 3 Mundiais, 6 Campeonatos Brasileiros, jogadores talentosos e eficientes, dirigentes comprometidos e uma torcida que sustenta e apoia. Mas já ficou claro que não é esse time que vemos em lugar nenhum.

Sabe por quê, torcedor? Porque os outros times correram atrás. Porque enquanto a gente fica ostentado taça de 10 anos atrás, tem time com estádio novo. Tem time com jogador de nome e que sabe jogar bola. Time que tem as finanças organizadas e com pagamentos em dia. Time com jogador apaixonado pela camisa que veste.

Pelo amor de Deus, não estou menosprezando o Tricolor Paulista, muito menos nosso passado glorioso. Nós temos que nos orgulhar disso sim e muito! Mas como dizem nosso rivais, quem vive de passado é museu. Não dá pra ficar achando que o São Paulo vai ser grande pra sempre por coisas que nós nem resquícios vemos atualmente.

Eu vi um comentário de um cara aleatório num texto por aí na Internet. Ele disse que torcia pro São Paulo porque era um time diferente, uma instituição diferenciada. É exatamente isso. O São Paulo é um time diferente. Ou era? Sei lá.

Eu não tenho a solução pra esse clube. Não tenho a solução pra resolver nossos problemas financeiros, nossa falta de elenco, nossa zaga horrenda, nossa diretoria escabrosa. Tudo que eu sei é que como torcedora eu vou continuar amando esse clube até o fim. Eu vou continuar torcendo pra que um milagre aconteça e a gente ganhe cada campeonato no qual estivermos. Eu não vou ser aquele torcedor modinha que só sabe ficar reclamando da fase. Eu ainda vou me gabar das nossas grandes conquistas, do nosso estádio lindo, do nosso escudo. Vou continuar apoiando meus jogadores. Eu vou continuar te amando, São Paulo Futebol Clube.

PS.: Imagem retirada da página MARAVILHOSA SPFC em Cartaz. Vale a pena conferir o trabalho deles, é show :)

sábado, 15 de agosto de 2015

"Ele tinha feito pela melhor razão do mundo. Por amor"


No início do mês passado, postei aqui a resenha do Tormento, escrito pelo John Boyne. No post prometi que também ia rolar a resenha do livro Fique onde está e então corra. Conforme prometido, here we go!

Mais uma vez, vemos John Boyne narrando os horrores de uma guerra da maneira mais sutil possível: através dos olhos de uma criança. Alfie Summerfield é um menino que, em seu aniversário de 5 anos, vê o pai indo embora por ter se alistado ao exército. Era o início da I Guerra Mundial e a partir daí a vida de Alfie nunca mais seria a mesma. Como sua avó não cansava de dizer naquele fatídico dia, "Estamos perdidos. Estamos todos perdidos."

Quatro anos se passaram e Alfie e sua mãe Margie não recebiam notícia alguma de Georgie Summerfield além das primeiras cartas que ele enviou. Os tempos eram difíceis por causa da guerra. Faltava água, comida e dinheiro dentro da casa de Alfie. Pra ajudar a mãe, que estava fazendo jornada dupla de trabalho, ele trabalhava como engraxate na estação de trem quase todas as manhãs (sem sua mãe saber, claro!). Foi numa dessas manhãs que ele descobre uma pista de onde o pai está. Agora, com 9 anos, ele vai fazer de tudo para encontrá-lo.


Posso dizer que até o momento esse é o meu livro favorito de John Boyne! Gostei muito de ler algo que tem a I Guerra como pano de fundo, já que a maioria dos livros desse naipe que temos hoje são sobre a Segunda. As pessoas acabam não se lembrando que as duas foram igualmente terríveis e que geraram a mesma destruição não só nos campos de batalha, mas na vida das pessoas que não estavam envolvidas diretamente com elas. Não posso dar spoilers, mas já adianto que um dos momentos mais fortes do livro é quando o autor nos mostra as consequências da guerra na vida dos soldados. Pesadíssimo :(

Gostei muuuuito do Alfie. Diferente do Bruno de O menino do pijama listrado, esse personagem é bem mais esperto e ágil. Fiquei impressionada com a força que ele teve pra enfrentar todas as dificuldades da guerra e dar suporte para sua mãe com apenas 9 anos, mas o mais bonito foi ver que ele nunca deixou de acreditar que o pai estava vivo. O final é lindo

Ah! Achou o título nada a ver? Eu também rs. Tem que ler pra entender :D
Tô meio que viciada em John Boyne. Acabei comprando mais um livro dele, mas sabe-se lá Deus quando terei tempo pra ler. Mas tenham certeza de que vai ter resenha.

Alguém já leu esse? Ficaram com vontade? Comentem :-)

Por hoje é só. Beijoo ;*

sábado, 8 de agosto de 2015

Sine Cera: O novo CD da Salz!


Faz um tempão que não falamos sobre música aqui, né? Tenho muito conteúdo desse tema pra postar nas próximas semanas, aguardem! Mas por enquanto, encontrei a oportunidade perfeita pra voltarmos a falar dessa arte que mexe tanto conosco.

Não é segredo pra ninguém que eu sou muito fã da Salzband. Foi uma das primeiras bandas sobre quem falei aqui, uma das primeiras bandas cristãs nacionais que eu comecei a acompanhar e como eles estão na mesma igreja que eu, tudo ficava mais fácil. Por causa disso, já fui em vaaarios shows dos caras.

Agora que estamos devidamente familiarizados, vamos ao que interessa: o lançamento do 3º álbum da Salzband. Depois de Salz (2010) e A esperança se renova (2012), temos em 2015 Sine Cera.

Fazia um tempo que os meninos eu adoro fingir que sou íntima postavam fotos nas redes sociais de momentos dos ensaios. Quando saiu o clipe de Quem eu era deixou de existir, já fiquei muito animada. Eles tocaram essa música em alguns shows e achei ótimo ter uma prévia do que viria no novo álbum. Mas quando eles subiram o Lyric-Video de Foi de graça no Youtube, meu único pensamento foi: Meu Deus, eu PRECISO comprar esse CD pra ontem! Dito e feito. No 2º dia de Celebrações de Inverno, lá estava eu saltitante e serelepe com minha mais nova aquisição. Assim que o evento acabou e eu voltei efetivamente pra casa, coloquei o CD inteiro pra ouvir e, bem, eu não consigo ouvir outra coisa ¯\_(ツ)_/¯

SEM OR, O QUE É ESTE SINE CERA?


O estilo das músicas mudou bastaaante nesse tempo todo (aliás, até a formação mudou, viu?). Sine Cera está bem indie, do jeito que eu amo. Definitivamente o que mais gostei nesse disco foi conseguir sentir o nível de intimidade com o Espírito Santo que a Salzband alcançou. Deus me deu uma revelação muito louca logo da primeira vez que ouvi Foi de graça. O CD inteiro me fez ficar mais próxima dEle, me fez entender muitas coisas. Vocês sabem que eu sou uma pessoa que se cobra muito, mais do deveria. As músicas desse CD têm me ajudado a melhorar isso e estão me fazendo voltar a essência da adoração.

Nesse álbum, minha música favorita é Não vou mais andar só, porque é basicamente o resumo de tudo que eu já vivi com meu Pai nesses anos todos. Como é grande o seu amorQue grande desafio eu tenho são muito gostosas de ouvir. Mas Você decidiu tá bem rock'n roll. E Foi de graça, Jesus, que música incrível! Quero deixar meus parabéns também pra galera que cuidou do encarte do CD, tá fantástico!


Além do CD físico, as músicas também estão disponíveis no iTunes, Google Play Store, Spotify, Deezer e Rdio.

É maravilhoso o que Deus pode fazer com a gente através da adoração. Obrigada, galera da Salz, por deixarem Deus usá-los

Alguém aí já ouviu Sine Cera? Qual a música favorita de vocês? Deixem seus comentários!

Por hoje é só. Beijoo ;*

PS.: Tá chegando uma novidade MUITO super demais aqui no blog, provavelmente ainda esse mês. Tô muito ansiosa pra dividir com vocês. Dica: tem a ver com a Salzband :D

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

"Aquele dente a menos era só um detalhe"


Devido à minha rotina meio louca onde eu mal encontro tempo pra respirar, acabo deixando uma pilha de livros pra ler. Mas Maria, por que você não lê no ônibus? Pois é migos, quando eu consigo sentar, sinto muito sono e acabo não conseguindo ler sempre :'( Por causa disso, tenho alguns livros parados há séculos na minha estante. Um deles era O amor remove caninos, escrito pelo Luiz Henrique Dias, vulgo meu professor de Física.

Um professor de Física que escreve? WHAT? Essa também foi a minha reação quando tive minha primeira aula com ele no Henfil ano passado. Com essa dúvida na cabeça, resolvi conversar com ele por e-mail, também pra entender mais sobre a profissão de escritor, já que um dia pretendo escrever meus próprios livros. Conversa vai, conversa vem... Acabei ganhando um exemplar autografado :D

Nas férias, finalmente encontrei um tempo pra ler. O livro é bem fininho, de crônicas, como o próprio Luiz disse é pra ler no metrô mesmo, rapidinho.

Sou meio suspeita pra falar sobre crônicas, já que esse foi o tipo de texto que me tornou apaixonada por literatura e fã nº 1 de um tal de Machado de Assis. Com 12 crônicas, me tornei fã também do meu professor.

Também demorei pra ler professor, tá perdoado!
O que mais gostei nesse livro foi a maneira crua do autor de contar algumas coisas que pra nós não são nada simples: psicopatas, amantes, mulheres de programa, depressivos... O Luiz fez tudo parecer muito normal enquanto eu lia. A história que mais me cativou foi O Retorno, que conta a história de Dona Mercedes, dona de um bordel. Tudo foi muito desenhado na minha mente. Mas não posso deixar de citar As reticências, O Céu e Amantes, todas mexeram muito comigo. E claro, O amor remove caninos é uma história muita fofa. Fala sobre o que eu acredito que  é a essência do gostar de alguém.

Aprendi desde sempre que crônicas são textos que falam sobre o cotidiano. O Luiz também fala sobre cotidiano, mas daquele que sabemos que acontece e preferimos ignorar.

Alguém aí já leu? Ficaram interessados? Juro que não tô sendo paga pra fazer propaganda! hahaha

Por hoje é só. Beijoo ;*

sábado, 25 de julho de 2015

Humanas + Exatas = Festival Internacional de Linguagem Eletrônica 2015



Essas foram com certeza as férias mais curtas da história! Que saudades da época em que a gente tinha 2 férias no ano. Era tanto tempo que dava até pra sentir saudades da escola. Tive que estudar bastante nesse tempo livre e acabei não indo a todos os lugares que gostaria #VemUSP, mas consegui ir à exposição que tá rolando lá na FIESP. O Festival Internacional de Linguagem Eletrônica - FILE está em sua 16ª edição e como sempre trazendo muitas coisas legais pra gente admirar essa união de Humanas e Exatas. O tema de 2015 é The New e-motion: a combinação da tecnologia com o movimento para trazer emoções diferentes.

Fui guiada pela minha prima que já havia ido à exposição e que está fazendo Artes (tudo fica bem mais fácil quando alguém já conhece o assunto pra te fazer entender rs). Tirei muitas fotos pra poder compartilhar esse festival incrível com vocês:


Cada um desses botões faziam um barulho diferente quando eram pressionados. Quando várias pessoas apertavam dava até pra fazer música!



Fiquei vidrada nessa obra aqui! O painel tinha 2 sensores de movimento. Conforme você mexia seus braços e pernas, essa imagem se mexia junto (me lembrou muito os protetores de tela dos computadores antigos, quem lembra?)



VICIANTE!

Essa aqui eram vários sacos juntos que se estufavam quando as pessoas ficavam em volta dele. FICAVA GIGANTESCO, COMO UMA SUPER BOLHA DE SABÃO!

Esse aqui era um aparelho que deduzia suas emoções quando você assoprava num tubo. Infelizmente, estava desativado, mas valeu pelo pisca-pisca

Esse aqui foi o mais engraçado de todos e e um dos meus favoritos. Havia um projetor ligado ao Kinect de um X-Box que ~projetava~ dãr essas mini-pessoas em caixotes. Quando alguém se aproximava das caixas, as mini-pessoas começavam a gritar e correr na direção contrária, já que parecia haver um gigante perto delas.

HILÁRIO! HAHAHHAHAHA


Esse foi um dos mais intrigantes. Primeiro, a pessoa deve girar nesse bastão. Dessa maneira, a máquina grava sua imagem ali como numa foto. Quando você sai, seu corpo é mostrado no passado e no presente juntos fazendo os movimentos que já tinha feito antes, como uma máquina do tempo, sabe? Super demais!

AWESOME!

Pessoal de exatas sendo desastrados


Esse era o mais esperado de todos, mas nem foi taaaao legal assim. Você senta num balanço, coloca um óculos de realidade virtual e fica balançando lá. É bem rápido e a fila estava IMENSA.



Gosto muito das exposições da FIESP, por serem em sua maioria gratuitas, não terem quilômetros de fila e estarem pertinho de mim. Esse espaço cultural é muito bom, sempre rolam peças de teatro (também de graça) e muitas exposições incríveis (como a do Leonardo da Vinci e das Olimpíadas). Vale a pena dar uma olhada na programação no site deles.

O FILE também tem parte de sua exposição nas estações de metrô Trianon-Masp e Consolação (Linha 2 - Verde) e na fachada do prédio da FIESP.
Festival Internacional de Linguagem Eletrônica - FILE
Centro Cultural FIESP - Ruth Cardoso
Av. Paulista, 1313 - Bela Vista
Todos os dias, das 10h às 20h
Até 16/08
Gratuito!
Gostaram das fotos? Quem aí já foi na exposição, curtiu? Comentem :D

Por hoje é só. Beijoo ;**

domingo, 19 de julho de 2015

Vale a pena. Vale MUITO a pena.


Fazem sete anos que o mês de julho não é apenas o mês de julho pra mim. Não é só mais um conjunto de 31 dias no ano, não é só início de mais um semestre, não é só mais um mês de férias. Em julho eu tenho um compromisso marcado nas Celebrações de Inverno. Com certeza, um dos eventos mais importantes do ano e que sempre me marca muito. Eu fico muito impressionada com a capacidade de Deus de me surpreender tanto.

2015, como eu já disse aqui, está sendo um ano bem diferente pra mim. Eu tomei decisões extremamente difíceis e passei por momentos complicados. Mas definitivamente o que mais tem sido expressivo pra mim é como Deus tem falado comigo, como o Aba Pai tem cuidado de mim em absolutamente tudo, dentro do meu ministério, na minha família, nos meus estudos, no meu trabalho, na minha vida emocional... Eu falei: Ele sabe surpreender como ninguém.

Eu aprendi muitas coisas nas Palavras que foram pregadas no Ginásio do Ibirapuera nesses três dias. Agradeço porque tudo me fortaleceu muito e me deu mais vontade de expandir o Reino na vida das pessoas ao meu redor. Foi maravilhoso demais!

O que mais me marcou dentro de tudo que eu vivi ali foi pensar no finalzinho do evento em todas as pessoas que abriram mão do seu chamado na caminhada com Cristo. Muitas pessoas se consideram sortudas por terem feito intercâmbio, por estarem em boas faculdades, por terem visto algum show, por terem conhecido o amor de suas vidas. Caras, vocês podem ser sortudos sim, mas eu posso dizer que sou MUITO sortuda por ter conhecido Jesus tão nova! Aliás, sortuda não, abençoada. Quando eu paro pra pensar em tudo que eu deixei de viver no mundo, tudo que não me aprisionou, eu só consigo dizer que Jesus é muito bom.

Eu fui pra igreja cedo e muitos amigos e familiares estavam lá comigo. Ao longo dos anos, a grande maioria se desviou. Graças a Deus, alguns estão em outras igrejas vivendo seu chamado ali (não sabem o quanto eu dou graças a Ele por isso!). Mas infelizmente, uma boa parte está no mundo vivendo algo que não faz parte do plano de Deus pra eles. Isso me entristece demais! Desistiram por coisa tão pequenas perto de tudo que Ele é, de toda a grandeza dEle. É difícil demais entender, mas saibam que sempre coloco vocês em minhas orações :)

Às vezes eu penso no quanto eu sou pequena (mais uma vez, sem piadas sobre a minha altura, por favor) e mesmo assim, nosso Pai tem coisas tão grandes pra mim. E cara, eu não estou falando de dinheiro, carros, viagens e esses paranauês. Eu tô falando de AMOR. Estou falando daquilo que me faz falar de Jesus, daquilo que me faz chegar tarde toda segunda-feira porque estou dando célula lá no Taboão da Serra, daquilo que me faz ler a Bíblia todos os dias, daquilo que me faz obedecer aos meus pais mesmo quando eles erram comigo, daquilo que me faz sorrir todos os dias. Eu não sou digna, mas Ele me escolheu. E eu garanto, Ele tem algo grande pra cada um de nós.

O que eu realmente levo das Celebrações de Inverno 2015 é que o amor dEle por nós não tem limite algum. Nós precisamos aprender a parar de limitar a obre dEle em nós, porque Ele vai na frente e nós só precisamos confiar. Os pretextos não podem nos tirar do contexto dEle. Vai dar tudo certo
Tu guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia. Confiem para sempre no Senhor, pois o Senhor, somente o Senhor, é a Rocha eterna. Isaías 26:3-4

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O dia em que John Boyne me decepcionou :(


Eu li apenas três livros de John Boyne até hoje. Confesso que os dois primeiros me amarraram de uma maneira que apenas livros que falam sobre guerras conseguem fazer. O menino do pijama listrado me fez chorar (como tudo que se relaciona ao Holocausto) e a cada página eu me lembrava da cena do filme no final SPOILER em que os dois meninos apertam as mãos dentro da câmara de gás ai meu corazaum ACABOU O SPOILER. O outro foi Fique onde está e então corra (o que acham de uma resenha desse também?) que me prendeu completamente pela capa, pela sinopse e pela surpresa, pois não vejo muitas coisas relacionadas à Primeira Guerra Mundial (estamos mais acostumados a ler coisas sobre a Segunda e o Holocausto, né?).

Comprei Tormento naquelas revistinhas da Avon porque o livro estava baratinho, era da editora Seguinte (que tem livros ótimos, recomendo!) e do cara que escreveu dois dos meus livros favoritos. Não pensei duas vezes, comprei. Quando ele chegou, eu fiquei meio bolada com a grossura. Como alguém vai me emocionar em apenas 88 páginas?, pensei. Mas mesmo assim li, afinal Menino do pijama listrado também não é taaaao grande. Faz um tempo que o livro estava parado na minha estante e hoje decidi lê-lo. Foram necessários poucos minutos pra me entristecer.

Danny é um menino de 12 anos que está de férias e passa os dias andando de bicicleta por aí e se divertindo com seu amigo e vizinho Luke. Ele vive em casa com os pais e sentindo falta do seu irmão mais velho, Pete, que faz faculdade em outro país e naquele momento estava viajando pela Europa com os amigos. Até que um dia, sua mãe chega super tarde em casa, completamente atônita e na companhia de policiais. Logo Danny descobre que ela atropelou por acidente um garotinho. A partir daí, Danny percebe que sua vida nunca mais será a mesma.


Quando li a sinopse, logo pensei que haveria alguma guerra no meio da história e pra minha decepção (talvez a maior delas), não tinha. Entendam, eu gostei do livro, mas perto das outras coisas que eu li do mesmo autor, achei a história bem fraca e simplista, o que dá pra entender pelo número de páginas. Talvez se o conflito da narrativa fosse alguma coisa mais OH MY GOSH!, eu teria ficado mais impactada.

Mas o livro não é de todo ruim. Os personagens são muito bem construídos e eu amo o fato de John sempre colocar uma criança como narradora. É incrível ver uma coisa pelos olhos de alguém mais novo, pelo menos pra mim existe uma reflexão maior e alguns problemas pros quais nós damos um peso muito grande se tornam coisas bem simples. Se a história fosse maior eu queria saber mais sobre a vida de Luke, o amigo de Danny (fica a dica pra outro livro, John! haha).

Resumindo: os personagens são bons, a história nem tanto.


Alguém já leu? Gostou? Alguém mais é fã de John Boyne? Comentem :D

Por hoje é só. Beijoo ;*

PS.: Postei na página no face como funcionarão os esquemas de posts a partir de agora. Teremos posts novos todas as sextas-feiras e serão divulgados nas manhãs/tardes de sábado lá no face. Eventualmente, postarei mais de uma vez por semana ou em algum dia diferente (tipo hoje rs). Ainda não sei como farei com os vlogs, mas quando me organizar em relação a isso, eu aviso (minha câmera nem está aqui em casa). Vamos fazer corrente de oração pra dar certo desse jeito. Obrigada por todo o apoio de vocês, tenho os leitores mais fofos do Universo!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

"OOOOOOOO... BICHA!"

Porque a homofobia dentro do futebol me incomoda tanto


No mês passado o casamento gay foi legalizado no EUA. Como forma de comemoração, o Facebook (não sei se isso foi no mundo inteiro) disponibilizou uma ferramenta de edição da foto de perfil, deixando-as com as faixas coloridas (símbolo da luta LGBT) meio transparentes sobrepostas à imagem. Vi muita gente trocando a fotinho e tudo mais, até que li um post de um cara no meu feed ironizando as pessoas que fizeram a troca e que no dia seguinte estariam xingando os são paulinos com todos aqueles nomes que vocês já conhecem, já que o clássico Palmeiras x São Paulo ia ocorrer no dia seguinte (partida da qual não quero comentar nada e sem mimimi de palmeirense por aqui, time que tem 2 rebaixamentos na história e título via fax não tem moral pra me zuar, tchau). Eu super concordei com o cara e quase discuti com uma menina que dizia que nesse caso "era APENAS zueira". Detalhe: essa criatura trocou a foto de perfil também. Ah, como eu amo a hipocrisia!

No começo do ano, naquele fatídico jogo contra o Corinthians em Itaquera City, sempre que o Rogério Ceni ia bater o tiro de meta, a torcida gritava um sonoro "OOOOOOOO... BICHA!". Fomos assim até o fim do jogo, perdemos vergonhosamente, blá blá blá. No jogo de volta no estádio mais lindo do Brasil, meu coração se encheu de orgulho ao ouvir a minha torcida gritando "OOOOOOO... MITO!" quando o mesmo jogador ia bater o tiro de meta. Mas logo esse orgulho morreu despedaçado no chão quando ouvi a torcida tricolor também gritando o tal do "OOOOOO... BICHA!" pro Cássio-mão-de-alface.

Eu vou a jogos nos estádios desde que me entendo por gente. Meus pais me levam ao Morumbi desde que eu era recém-nascida e provavelmente eu estive lá quando minha mãe estava grávida também. Não houve um jogo, seja contra time grande, time pequeno, time da capital, time do interior, time de outro estados, não importando se era campeonato Brasileiro, Paulista e até Libertadores, em que eu não ouvia a torcida adversária usando xingamentos homofóbicos pra nos atacar. Quantos amigos meus não me chamaram de bambi e blábláblá? 

Existem três coisas que me incomodam muito dentro do  futebol: machismo, racismo e homofobia. Já falei sobre o machismo em um vídeo lá no Youtube. ACHO QUE NÃO PRECISO FALAR NADA SOBRE RACISMO, NÉ GENTE? E agora vamos lá: homofobia.

Antes de mais nada, gostaria de dizer que esse não é um texto pra defender ou não a homossexualidade, sobre ser certo ou errado. Eu tenho minha posição muito bem formada sobre isso, obrigada. Estou aqui pra falar sobre humanidade, sobre ética, sobre respeito e, claro, sobre futebol.

Me diga você aí que ama futebol tanto quanto eu: é bom ver um jogo bonito, né? É bom ver seu time ganhar, né? É bom ver seu goleiro fazendo altas defesas, seus atacantes driblando e fazendo golaços, sua zaga sendo monstra, né? Mas me diz: é bom zuar seu amigo que torce pro time rival, né?

Sou suspeita pra  falar sobre essa coisa da zueira, já que EU AMO ZUAR MEUS AMIGOS CORINTHIANOS E PALMEIRENSES! E se colar algum santista, é claro que faço aquela zueira básica da torcida ~jovem~. Mas quem me conhece sabe que todas as minhas brincadeiras são baseadas em futebol. Raramente chamo os corinthianos de favelados e coisas assim. Raramente chamo os palmeirenses de burguesinhos. Porque afinal de contas, é de futebol que estamos falando, certo?

Eu vou zuar o Corinthians pelo seu rebaixamento, pelos seus 102 anos sem Libertadores, pelo seu estádio HP Deskjet. Eu vou zuar o Palmeiras pelos seus rebaixamentos, pelos seus títulos via fax, pelo GABRIEEEEEL, GABRIEEEEEL. E se tiver santista vou zuar o Santos por eles só ganharem campeonato Paulista e ficarem naquela zona neutra do campeonato Brasileiro todos os anos.

Assim como o Caíque Toledo do SPFC da Depressão, eu acredito que quando você paga pra ir ver um jogo no estádio, você está ali pra ver seu time jogar, não pra ofender (veja bem, não sou contra as brincadeiras, estou falando de OFENSAS) e desrespeitar o outro ser da mesma espécie que a sua. Eu vou pra arquibancada pra incentivar meu time, não pra ser machista, pra ser racista, pra ser homofóbica. Estou ali pra xingar meus jogadores que acham que jogam bem, mas pelo futebol deles e nada além disso.

Normalmente quando alguém descobre que eu gosto de futebol das duas, uma: ou a pessoa começa a conversar comigo como um ser civilizado sobre o campeonato, sobre a rodada, sobre o jogador X ou já começa com "hahahahaha, bambi, hahahahhaa, Richarlyson, hahahahha, Rogério bichinha". No caso da primeira opção, eu como pessoa igualmente civilizada, continuo conversando normalmente. E se a segunda opção ocorrer, eu dou um sorrisinho amarelo, ignoro e parto pra outro assunto. Primeiro porque fica claro que a pessoa não manja nada do esporte, desses que nem sabem as cores do time e querem pagar de torcedores fanáticos. E segundo porque esses xingamentos não me atingem, já que estão relacionados a vida de outras pessoas e nada têm a ver com futebol. Por que te incomoda tanto a sexualidade do jogador ou do torcedor, rapaz? O que diabos você tem com isso? No que isso vai afetar a habilidade dele? Que saco!

Bem amigos, isso aqui foi um desabafo direto do coração de uma são paulina que não se importa nem um pouco em ouvir um "BAMBI!", mas que exige respeito aos outros. Como eu disse no face quando saiu a história das fotos de perfil, vai lá explicar pro seu amiguinho homossexual que se ele fosse jogador de futebol você ia ser homofóbico sem dó porque é só zueira.

PS.: Esse é um recado para os torcedores e jogadores de TODOS os times (inclusive alguns membros de diretoria por aí), incluindo o SPFC. Paz pessoal, por favor.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Mafalda: a Maria Tereza argentina!


No início do ano, São Paulo recebeu uma das exposições mais fofas que eu já fui. O Mundo Segundo Mafalda esteve em cartaz no centro de São Paulo, na Praça das Artes (um espaço recente que até então eu nem conhecia) até março e me fez lembrar de muita coisa da minha pré-adolescência.

Sim, você não leu errado. Pré-adolescência sim, não infância. Acontece que a Mafalda nunca fez parte dos meus dias de criança, na verdade a Turma da Mônica ocupou esse lugar. Quando eu estava na escola, sei lá, acho que na 7ª série, minha ex-professora de espanhol disse que eu era muito parecida com a Mafalda, tanto pelo cabelo como pelas ideias um tanto quanto revolucionárias (além do fato de eu amar Beatles). E voilá, nas aulas de espanhol eu já não era mais Maria, era Mafalda (nas aulas de história eu era  Dorothy por causa dos sapatos vermelhos haha).

Quando fiquei sabendo da exposição e que era de graça, logo combinei com algum amigo (nesse caso foi a Aline, essa sim é super fã da Mafaldinha) e fui. Queria ter divulgado a exposição aqui, mas não o fiz pelos seguintes motivos:

1. Fui no último dia :D
2. O Blogger estava bugando na época (não sei se era o PC, o navegador ou eu)
3. Todos os 87239746736473 de motivos pelos quais não atualizo o blog com frequência que vocês já sabem.

Mas, antes tarde do que nunca, cá estão as fotos. Sejam muito bem vindos ao Mundo Segundo Mafalda:









Aline bancando a artista :D







Curtindo Beatles DE BOAS






Estão vendo o botãozinho ali? Tocava "We can work it out" dos Beatles!


E nesse aqui dava pra ouvir o som das moscas. Argh!


Aqui você ouvia a abertura do Pica-Pau








Nessa sala podíamos ver algumas cenas dos quadrinhos que foram transformados em desenho pra TV









El criador: Quino!








Foi muito legal conhecer um pouco mais da história da Mafalda e também sobre seu criador, o Quino. Obrigada Argentina por esse presente sz.

Alguém aí foi a essa exposição? Gostaram? Mafalda é uma fofa, né? Se ela fosse real, eu com certeza gostaria de ser amiga dela.

Por hoje é só. Beijoo ;*