sábado, 22 de agosto de 2015

O que vocês fizeram com meu time?

Vergonha do presidente, vergonha dos jogadores, mas vergonha maior ainda de vocês
Costumo dizer que sou são-paulina desde que era um feto, afinal meus pais se conheceram no Morumbi, já era de se esperar. Sempre amei futebol, sempre fui ao estádio, sempre zuei corinthiano e vou continuar zuando e sempre me interessei por esse esporte que tanto encanta. Resumindo: tricolor desde pequenininha (menor ainda que hoje em dia).

Faz um tempo que não vejo aquele time arrebatador que fazia os outros tremerem em campo. Aliás, faz BASTANTE tempo. Desde o nosso último título importante, em 2008 pra ser mais exata. Até tentamos enganar um pouco com aquele título furreco da Sul-Americana com o Lucas (quando ele volta, hein gente?) brilhando no Morumbi.

O São Paulo que eu cresci vendo era um time brilhante. Um time que tinha uma zaga que não deixava bola passar, com laterais DE VERDADE, volantes que ssásinhora, que volantes amigo, que volantes, e atacantes que sabiam fazer gol (tipo, né?). Esse São Paulo tinha uma diretoria conhecida pela sua retidão. Não digo que ninguém ali participava dos esquemas de corrupção, mas ficava claro o relacionamento nada amigável que ela tinha com a CBF (que sabemos que é corrupção pura), muito diferente de vários outros clubes por aí. Esse mesmo clube tinha uma equipe médica excelente, tanto que era raro você ouvir nos jornais que algum jogador importante estava com lesão séria.

E hoje, Maria? Bem, hoje eu vejo um time como outro qualquer. Vejo um amontoado de projetos de jogadores nem um pouco comprometidos com o clube e nem com a torcida. Claro, temos algumas exceções. Vejo também um presidente birrento que está mais preocupado em ferrar com a vida do vizinho de CT na Barra Funda (vulgarmente conhecido como Palmares) e obviamente não está conseguindo. Na boa, seu Aidar, Wesley? WESLEY? Até os verdinhos te agradeceram pelo jogador ~prodígio~ ter ido embora. Sem falar na lambança que o senhor fez com nosso dinheiro (ou a falta dele).

E além de tudo, ainda tem essa torcida organizada RIDÍCULA. Sim, ridícula. Eu queria entender porque o seu nome é Independente. Deveria ser porque você, como torcida organizada, independente de problemas, independente de jogadores fuleros, independente de presidentes alcoólatras a cheios de mimimi, independente de qualquer coisa deveria apoiar o seu time. Deveriam ir ao estádio pra cantar o Hino, não pra vaiar e xingar jogador.

Muita gente procura o porquê do SPFC estar assim como é hoje. E eu digo que não tem tanto a ver com esses motivos aí em cima. Na verdade, não são motivos. São consequências do real e único problema do clube: o São Paulo parou no tempo. Os jogadores, o presidente, a diretoria, a torcida... Todos nós, são paulinos, paramos no tempo. Sabe por quê? Por que sempre que ligamos a TV pra ver as notícias do clube, sempre que vamos ao Morumbi, sempre que entramos em sites pra ler as crônicas dos jogos, esperamos ver aquele time que eu citei no 3º parágrafo. Um time brilhante, com 3 Libertadores, 3 Mundiais, 6 Campeonatos Brasileiros, jogadores talentosos e eficientes, dirigentes comprometidos e uma torcida que sustenta e apoia. Mas já ficou claro que não é esse time que vemos em lugar nenhum.

Sabe por quê, torcedor? Porque os outros times correram atrás. Porque enquanto a gente fica ostentado taça de 10 anos atrás, tem time com estádio novo. Tem time com jogador de nome e que sabe jogar bola. Time que tem as finanças organizadas e com pagamentos em dia. Time com jogador apaixonado pela camisa que veste.

Pelo amor de Deus, não estou menosprezando o Tricolor Paulista, muito menos nosso passado glorioso. Nós temos que nos orgulhar disso sim e muito! Mas como dizem nosso rivais, quem vive de passado é museu. Não dá pra ficar achando que o São Paulo vai ser grande pra sempre por coisas que nós nem resquícios vemos atualmente.

Eu vi um comentário de um cara aleatório num texto por aí na Internet. Ele disse que torcia pro São Paulo porque era um time diferente, uma instituição diferenciada. É exatamente isso. O São Paulo é um time diferente. Ou era? Sei lá.

Eu não tenho a solução pra esse clube. Não tenho a solução pra resolver nossos problemas financeiros, nossa falta de elenco, nossa zaga horrenda, nossa diretoria escabrosa. Tudo que eu sei é que como torcedora eu vou continuar amando esse clube até o fim. Eu vou continuar torcendo pra que um milagre aconteça e a gente ganhe cada campeonato no qual estivermos. Eu não vou ser aquele torcedor modinha que só sabe ficar reclamando da fase. Eu ainda vou me gabar das nossas grandes conquistas, do nosso estádio lindo, do nosso escudo. Vou continuar apoiando meus jogadores. Eu vou continuar te amando, São Paulo Futebol Clube.

PS.: Imagem retirada da página MARAVILHOSA SPFC em Cartaz. Vale a pena conferir o trabalho deles, é show :)

sábado, 15 de agosto de 2015

"Ele tinha feito pela melhor razão do mundo. Por amor"


No início do mês passado, postei aqui a resenha do Tormento, escrito pelo John Boyne. No post prometi que também ia rolar a resenha do livro Fique onde está e então corra. Conforme prometido, here we go!

Mais uma vez, vemos John Boyne narrando os horrores de uma guerra da maneira mais sutil possível: através dos olhos de uma criança. Alfie Summerfield é um menino que, em seu aniversário de 5 anos, vê o pai indo embora por ter se alistado ao exército. Era o início da I Guerra Mundial e a partir daí a vida de Alfie nunca mais seria a mesma. Como sua avó não cansava de dizer naquele fatídico dia, "Estamos perdidos. Estamos todos perdidos."

Quatro anos se passaram e Alfie e sua mãe Margie não recebiam notícia alguma de Georgie Summerfield além das primeiras cartas que ele enviou. Os tempos eram difíceis por causa da guerra. Faltava água, comida e dinheiro dentro da casa de Alfie. Pra ajudar a mãe, que estava fazendo jornada dupla de trabalho, ele trabalhava como engraxate na estação de trem quase todas as manhãs (sem sua mãe saber, claro!). Foi numa dessas manhãs que ele descobre uma pista de onde o pai está. Agora, com 9 anos, ele vai fazer de tudo para encontrá-lo.


Posso dizer que até o momento esse é o meu livro favorito de John Boyne! Gostei muito de ler algo que tem a I Guerra como pano de fundo, já que a maioria dos livros desse naipe que temos hoje são sobre a Segunda. As pessoas acabam não se lembrando que as duas foram igualmente terríveis e que geraram a mesma destruição não só nos campos de batalha, mas na vida das pessoas que não estavam envolvidas diretamente com elas. Não posso dar spoilers, mas já adianto que um dos momentos mais fortes do livro é quando o autor nos mostra as consequências da guerra na vida dos soldados. Pesadíssimo :(

Gostei muuuuito do Alfie. Diferente do Bruno de O menino do pijama listrado, esse personagem é bem mais esperto e ágil. Fiquei impressionada com a força que ele teve pra enfrentar todas as dificuldades da guerra e dar suporte para sua mãe com apenas 9 anos, mas o mais bonito foi ver que ele nunca deixou de acreditar que o pai estava vivo. O final é lindo

Ah! Achou o título nada a ver? Eu também rs. Tem que ler pra entender :D
Tô meio que viciada em John Boyne. Acabei comprando mais um livro dele, mas sabe-se lá Deus quando terei tempo pra ler. Mas tenham certeza de que vai ter resenha.

Alguém já leu esse? Ficaram com vontade? Comentem :-)

Por hoje é só. Beijoo ;*

sábado, 8 de agosto de 2015

Sine Cera: O novo CD da Salz!


Faz um tempão que não falamos sobre música aqui, né? Tenho muito conteúdo desse tema pra postar nas próximas semanas, aguardem! Mas por enquanto, encontrei a oportunidade perfeita pra voltarmos a falar dessa arte que mexe tanto conosco.

Não é segredo pra ninguém que eu sou muito fã da Salzband. Foi uma das primeiras bandas sobre quem falei aqui, uma das primeiras bandas cristãs nacionais que eu comecei a acompanhar e como eles estão na mesma igreja que eu, tudo ficava mais fácil. Por causa disso, já fui em vaaarios shows dos caras.

Agora que estamos devidamente familiarizados, vamos ao que interessa: o lançamento do 3º álbum da Salzband. Depois de Salz (2010) e A esperança se renova (2012), temos em 2015 Sine Cera.

Fazia um tempo que os meninos eu adoro fingir que sou íntima postavam fotos nas redes sociais de momentos dos ensaios. Quando saiu o clipe de Quem eu era deixou de existir, já fiquei muito animada. Eles tocaram essa música em alguns shows e achei ótimo ter uma prévia do que viria no novo álbum. Mas quando eles subiram o Lyric-Video de Foi de graça no Youtube, meu único pensamento foi: Meu Deus, eu PRECISO comprar esse CD pra ontem! Dito e feito. No 2º dia de Celebrações de Inverno, lá estava eu saltitante e serelepe com minha mais nova aquisição. Assim que o evento acabou e eu voltei efetivamente pra casa, coloquei o CD inteiro pra ouvir e, bem, eu não consigo ouvir outra coisa ¯\_(ツ)_/¯

SEM OR, O QUE É ESTE SINE CERA?


O estilo das músicas mudou bastaaante nesse tempo todo (aliás, até a formação mudou, viu?). Sine Cera está bem indie, do jeito que eu amo. Definitivamente o que mais gostei nesse disco foi conseguir sentir o nível de intimidade com o Espírito Santo que a Salzband alcançou. Deus me deu uma revelação muito louca logo da primeira vez que ouvi Foi de graça. O CD inteiro me fez ficar mais próxima dEle, me fez entender muitas coisas. Vocês sabem que eu sou uma pessoa que se cobra muito, mais do deveria. As músicas desse CD têm me ajudado a melhorar isso e estão me fazendo voltar a essência da adoração.

Nesse álbum, minha música favorita é Não vou mais andar só, porque é basicamente o resumo de tudo que eu já vivi com meu Pai nesses anos todos. Como é grande o seu amorQue grande desafio eu tenho são muito gostosas de ouvir. Mas Você decidiu tá bem rock'n roll. E Foi de graça, Jesus, que música incrível! Quero deixar meus parabéns também pra galera que cuidou do encarte do CD, tá fantástico!


Além do CD físico, as músicas também estão disponíveis no iTunes, Google Play Store, Spotify, Deezer e Rdio.

É maravilhoso o que Deus pode fazer com a gente através da adoração. Obrigada, galera da Salz, por deixarem Deus usá-los

Alguém aí já ouviu Sine Cera? Qual a música favorita de vocês? Deixem seus comentários!

Por hoje é só. Beijoo ;*

PS.: Tá chegando uma novidade MUITO super demais aqui no blog, provavelmente ainda esse mês. Tô muito ansiosa pra dividir com vocês. Dica: tem a ver com a Salzband :D

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

"Aquele dente a menos era só um detalhe"


Devido à minha rotina meio louca onde eu mal encontro tempo pra respirar, acabo deixando uma pilha de livros pra ler. Mas Maria, por que você não lê no ônibus? Pois é migos, quando eu consigo sentar, sinto muito sono e acabo não conseguindo ler sempre :'( Por causa disso, tenho alguns livros parados há séculos na minha estante. Um deles era O amor remove caninos, escrito pelo Luiz Henrique Dias, vulgo meu professor de Física.

Um professor de Física que escreve? WHAT? Essa também foi a minha reação quando tive minha primeira aula com ele no Henfil ano passado. Com essa dúvida na cabeça, resolvi conversar com ele por e-mail, também pra entender mais sobre a profissão de escritor, já que um dia pretendo escrever meus próprios livros. Conversa vai, conversa vem... Acabei ganhando um exemplar autografado :D

Nas férias, finalmente encontrei um tempo pra ler. O livro é bem fininho, de crônicas, como o próprio Luiz disse é pra ler no metrô mesmo, rapidinho.

Sou meio suspeita pra falar sobre crônicas, já que esse foi o tipo de texto que me tornou apaixonada por literatura e fã nº 1 de um tal de Machado de Assis. Com 12 crônicas, me tornei fã também do meu professor.

Também demorei pra ler professor, tá perdoado!
O que mais gostei nesse livro foi a maneira crua do autor de contar algumas coisas que pra nós não são nada simples: psicopatas, amantes, mulheres de programa, depressivos... O Luiz fez tudo parecer muito normal enquanto eu lia. A história que mais me cativou foi O Retorno, que conta a história de Dona Mercedes, dona de um bordel. Tudo foi muito desenhado na minha mente. Mas não posso deixar de citar As reticências, O Céu e Amantes, todas mexeram muito comigo. E claro, O amor remove caninos é uma história muita fofa. Fala sobre o que eu acredito que  é a essência do gostar de alguém.

Aprendi desde sempre que crônicas são textos que falam sobre o cotidiano. O Luiz também fala sobre cotidiano, mas daquele que sabemos que acontece e preferimos ignorar.

Alguém aí já leu? Ficaram interessados? Juro que não tô sendo paga pra fazer propaganda! hahaha

Por hoje é só. Beijoo ;*