sexta-feira, 1 de julho de 2016

O que eu aprendi no meu 1º semestre na PUC

Focas nas pessoas bonitas da foto
Olar migos! Não, eu não morri, só entrei na faculdade mesmo (BADUMTS~). Fiquei com uma preguiça extrema de ter que explicar isso pra vocês (mesmo porque as pessoas aparentemente não compreendem minha falta de tempo). Esses foram seis meses bem complicados, você do outro lado da tela vai entender melhor se continuar lendo o texto até o fim.

Enfim, peço desculpas pela minha ausência e dessa vez não vou prometer nada, já que minha vida tá uma montanha-russa louca movida a muita cafeína. Como eu disse no meu último post, finalmente, após anos de luta, consegui entrar na faculdade para cursar o que eu tenho sonhado desde os 15 anos: Jornalismo. E numa das melhores universidades de São Paulo com bolsa integral (se quiser conhecer a epopeia completa, clique aqui).

Como eu digo desde que criei essa birosca, escrever sempre me ajudou a ter mais lucidez sobre as coisas que eu passo. Me ajuda muito a entender mais sobre mim e sobre as coisas ao meu redor. Por isso, preciso fazer esse texto/lista com as coisas que aprendi nesse meu primeiro semestre como universitária e de quebra, te deixar atualizado sobre o que rolou na minha vida desde que eu me tornei oficialmente filha da PUC. Regina, LET'S GO! 

O MEDO DE DAR TUDO ERRADO

Sou aquela pessoa que sempre acha que alguma coisa vai dar ruim. Sempre que começo alguma coisa num lugar novo, eu sinto um medo terrível de absolutamente tudo. Era medo do meu nome não estar na chamada, medo de me perder, medo de entrar na sala errada, medo do papel higiênico ficar grudado no tênis. Eu senti muito isso no cursinho, mas acho que na faculdade foi pior. Agora eu tô mais tranquila em relação a algumas coisas, exceto pelo lance do papel higiênico. 

O CSL ME PERSEGUINDO NOVAMENTE

A galera do Facebook sabe que existe uma sina sobre a minha vida conhecida como SEMPRE VAI TER ALGUÉM DO SÃO LUÍS ONDE VOCÊ ESTIVER AMÉM. Foi assim no trabalho, no CIEE, em casa, no cursinho e agora na PUC. Mas olha, eu não reclamo não. Deixo aqui meu muito obrigada a todos os migos do CSL que me ajudaram a superar o medo do trote e a não me perder no campus, me explicaram como funciona exatamente a questão dos bolsistas e me contaram os babados da invasão da reitoria. Sem vocês eu teria travado no tópico anterior. Gratidão! sz 

ENCONTREI MEU LUGAR NO MUNDO 

Sempre bom lembrar né migos

Desde sempre eu tenho problemas em me encaixar nos ~círculos sociais~. O fato de ter sido uma criança/adolescente extremamente introvertida influenciou muito no tempo que eu demoro pra confiar nas pessoas e deixar que elas ultrapassem a linha imaginária do meu espaço. Aos 20 anos, a coisa não mudou muito. Eu não sei se eu sou chata ou diferentona demais, mas realmente leva um bom tempo pra eu achar a minha panelinha na vida. Assim como no Ensino Médio, eu falo com quase todos da sala, mas faltando uns 2 meses pras aulas acabarem, enfim me encontrei #flechamos. 

HUMANAS TEAM

Como na escola e no cursinho não tinha ninguém tão próximo que também quisesse fazer Jornalismo (graças a Deus, menos concorrente BRINCADEIRA), acabei criando um estereótipo na minha cabeça dos alunos desse curso: gente que gosta de Indie/MPB, ~discute Caetano~, tudo esquerdista, os caras têm barba, etc etc. Logo na primeira semana, tudo isso foi por água abaixo. Deve ter uns 4 caras de barba na sala, o povo gosta de todos os estilos musicais possíveis, tem gente de Direita, tem rico, pobre, classe média, tem até santista que não nasceu em Santos (pasmem!). No começo eu fiquei meio frustrada pelo lance da barba, mas depois eu fiquei bem feliz com toda essa diversidade. Ia ser muito chato uma sala com o estereótipo que eu criei e sejamos sinceros: ninguém ia aguentar. 

VÂMO PRO BAR?

#flechamos
Tem um histórico com álcool na minha vida/família que um dia (talvez) eu tenha coragem de abrir pro mundo. O fato é que: eu não bebo e rola uma aversão a álcool. No começo foi muito difícil entender essa tara das pessoas pelo bar e eu não ia de jeito nenhum. Mas conhecendo mais as pessoas e a rotina delas eu passei a entender isso melhor. Eu ainda não acho legal beber, não recomendo e não pretendo começar, mas parei de reprimir as pessoas na minha cabeça por causa disso. 

GANJA

A todos que fizeram comentários relacionados a maconha quando eu contava que tinha passado na PUC, só tenho uma coisa a dizer: vocês estavam certos. 

FORÇA, FOCO E CAFÉ

Pra encerrar a sessão das drogas, vamos falar dela: a cafeína. Eu sou viciada assumida desde sempre (obrigada, mãe) em café. Depois que comecei a trabalhar e fazer cursinho, a quantidade de café que eu tomo por dia aumentou em zilhões por cento. Na faculdade então... Tinha dias em que eu sabia que só estava de pé por causa do café. Não estou mais tomando porque eu gosto, o meu organismo tá pedindo se não ele dorme. Resultado: estou com gastrite \õ/ 

SDDS DORMIR SDDS

Essa foto me traz lembranças bem ruins
Posso dizer com propriedade que não sei mais o que significa domir. Vou tentar me lembrar da sensação nas férias, mas confesso que tô com medo de não conseguir acordar às 15h na segunda-feira que vem. Eu comecei a trabalhar quando ainda estava no Ensino Médio, então meio que já estava acostumada com a rotina. Mas a coisa é realmente punk na faculdade. Você tem 782682732846 de xerox e livros e vídeos e filmes e trabalhos e nada de disposição. Gostaria de deixar um salve a todos os colegas da sala que trabalham. Força amiguinhos, fé em Deus que a gente chega vivo na formatura. 

XEROX OU COXINHA?

Quando eu finalmente entendi na pele a piada da xerox ou coxinha, eu não sabia se ria ou chorava. POR QUE É TUDO TÃO CARO, MEU DEUS? Não há nada para dizer, apenas sentir. 

SE SENTINDO BURRA

Eu sempre me esforcei muito na escola porque eu sabia o quanto meus pais ralavam pra me dar uma boa educação. Essa foi, com certeza, a coisa mais importante que eles me ensinaram: "Podem tirar tudo de você: suas roupas, seu dinheiro, sua casa, seus amigos, sua família, mas não podem roubar o seu conhecimento". Por causa disso, era taxada como CDF e era a mim que os amigos recorriam na semana de provas. Pois bem. Daí você chega na faculdade, ouve as pessoas usarem palavras que você nunca ouviu e se posicionarem sobre assuntos polêmicos mamilos bem melhor que você. E a suas notas são bléh. Sim, descobri o que é me sentir burra, obrigada Universo. 

POR QUE EU QUERO FAZER JORNALISMO

Como eu disse lá em cima, não convivi com pessoas que também queriam fazer Jornalismo. Por causa disso, eu nunca ouvi motivos diferentes dos meus pra querer cursar o famigerado. Foi muito legal ouvir o que as outras pessoas queriam da vida e saber que não tô sozinha no mundo sz 

O 7X1 É TODO DIA

Foi importante passar por um monte de experiências traumatizantes esse semestre para aprender e lembrar de algumas coisas. Primeiro, pra agradecer ao meu Abba lindo por não ter me deixado estudar na Cásper nem na Unesp quando passei nessas faculdades nos anos anteriores. Eu não teria sobrevivido com a estrutura emocional e a cabeça que eu tinha quando saí do Ensino Médio e quanto terminei o 1º ano de cursinho. E em segundo, pra perceber mais uma vez o quanto eu dependo dEle pra não desistir de tudo. Não digo isso apenas pelas noites que eu deixei de dormir pra estudar, mas por todos os outros problemas e dilemas que tive que enfrentar nesses meses dentro e fora da faculdade. Obrigada por ter cuidado de mim, Abba sz 

O ESTRANHO É SER NORMAL

A foto que gerou discórdia
Sim, vou usar o nome do blog pro tópico mais importante. Sem dúvida, o que eu mais gostei da faculdade foi de conhecer pessoas tão diferentes de mim, unidas pelo Jornalismo. Isso me tem feito crescer muito e quebrar muitos preconceitos que eu carregava sem nem perceber. Por mais doloroso que seja ouvir uma opinião totalmente diferente da minha, tem sido ótimo ser confrontada. Como eu comentei na última aula, quebrar os nossos preconceitos e enxergar as pessoas como humanos que, independente de qualquer coisa, têm suas próprias dores, é o primeiro passo pra gerar alguma coisa boa.

Bem, esse foi um resumão do meu primeiro semestre. Eu realmente não sei quando vou ter comprometimento e  tempo o bastante pra levar o blog pra frente, mas de vez em quando ainda apareço por aqui, juro juradinho. O que eu posso dizer com certeza é que eu já amo a Pontifícia, amo meu curso e sei que fiz as escolhas certas no ano passado :D

Por hoje é só. Beijo ;*

PS.: Todas as fotos desse post foram retiradas do meu Instagram (@maryspider). Me segue ou seu time vai virar freguês da Chapecoense. Não digam que não avisei.